A tetraparésia espástica moderada da Asia foi tratada com o seu próprio sangue do cordão umbilical

Alguns meses após o seu nascimento, os pais da Asia perceberam que algo estava errado. A bebé apresentava dificuldades em segurar objetos, os seus movimentos não eram fluidos, e parecia estar a ficar para trás em alguns marcos importantes do desenvolvimento. Depois de muitas investigações falhadas com diferentes médicos, a Asia foi finalmente diagnosticada com uma tetraplegia espástica moderada, devido a falta de oxigénio durante o parto.

Asia with her parents

Apesar de não existir uma cura para esta doença, disseram aos pais que poderia ser usada uma combinação de fisioterapia e uma infusão de células estaminais para tratar os sintomas e melhorar a função muscular. Felizmente para a Asia, os pais tomaram a decisão de armazenar as suas células estaminais do sangue do cordão umbilical quando esta nasceu, para o caso de virem a ser necessárias no futuro em tratamentos como este.

Após uma pesquisa inicial, os pais da Asia contactaram a Universidade de Duke, na Carolina do Norte, onde os investigadores estavam a realizar um ensaio clínico sobre a melhoria das capacidades motoras em crianças, usando células estaminais do cordão umbilical. A equipa da universidade foi cuidadosa e atenciosa, tendo explicado o processo à família da Asia antes de realizar a infusão. Tratou-se de um processo indolor, que demorou apenas 15 minutos.

Duas semanas após a infusão, a Asia já conseguia falar melhor, correr e escalar, à medida que ia ganhando força muscular nos membros. Apesar de a Asia ainda necessitar de cuidados continuados de fisioterapia, o seu ortopedista afirmou que nunca tinha visto uma melhoria tão significativa numa criança com tetraplegia espástica.

Na primeira infusão de células estaminais do sangue do cordão umbilical foram usadas 60% das células estaminais do sangue do cordão umbilical da Asia. Contudo, os médicos aconselharam a Asia a voltar à Universidade de Duke em fevereiro de 2018 para receber uma segunda infusão que lhe permita reforçar a sua recuperação. Graças à decisão atempada dos pais, de armazenar as células estaminais do sangue do cordão umbilical da sua filha, hoje a Asia pode frequentar as suas aulas de dança e viver uma vida feliz e saudável, sem estar condicionada pela sua doença.

Referência:
https://parentsguidecordblood.org/en/news/asias-cord-blood-story